Boletim Informativo: Segurança e Saúde no Trabalho para os Trabalhores Informais

Número 3: Augusto de 2011

Bem vindos a esta edição especial da “Reunião de Aprendizagem” do boletim informativo do projeto de Segurança e Saúde no Trabalho (SST)! A Reunião de Aprendizagem foi realizada no Hotel Cutty Sark em Scottburgh, no sul de Durban, África do Sul, de 4 a 6 de maio de 2011. Foi uma oportunidade para que as equipes do país pudessem compartilhar suas experiências, aprender umas com as outras, e criar estratégias sobre o futuro do projeto.

Nesta edição do boletim informativo continuamos no espírito de aprendizagem e compartilhamento para demonstrar aos leitores um pouco dos temas importantes que surgiram durante a Reunião de Aprendizagem. Nós focamos especialmente em:

  • resumo atual das atividades de cada país participante
  • mapeamento de instituições da SST (Segurança e Saúde no Trabalho) em cinco países
  • design de equipamentos para os trabalhadores informais através de parceiros de projeto na Índia, África do Sul e Brasil
  • grupos de referência do país (grupo consultivo) questões importantes, notícias e avanços.

Quem compareceu à Reunião de Aprendizagem?

Foto do grupo da Reunião de Aprendizagem em Durban

Foto do grupo da Reunião de Aprendizagem em Durban. Foto: D. Tsoutouras.


Os participantes foram tão variados e animados quanto o projeto em si. Gana foi representada por Dorcas Ansah, facilitadora no evento, juntamente com Esther Ofei-Aboagye do Instituto de Estudos Governamentais Locais e Edith Clarke dos Serviços de Saúde de Gana. Tivemos uma comitiva brasileira conduzida pela epidemiologista Vilma Santana, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia – UFBA, que incluiu Jorge Machado, representante do Ministério da Saúde e Eduardo Marinho Barbosa, engenheiro de segurança e orientando de Vilma em doutorado na UFBA. Vicky Kanyoka, UIA1/Rede Internacional das Trabalhadoras Domésticas (IDWN - International Domestic Workers Network), e Masuma Mamdani mostraram as ações desenvolvidas na Tanzânia. De Ahmedabad na Índia tivemos a presença de Mirai Chatterjee e Mittal Shah da Associação de Trabalhadoras Autônomas (Self Employed Women’s Association - SEWA), e de Pune, na Índia, tivemos Poornima Chikarmane e Dipanwita Sengupta de Kagad Kach Patra Kashtakari Panchayat (KKPKP, uma união de comércio registrada de mais de 8.000 catadores de recicláveis). Fiorella Ormeño Incio, Anita Luján e Estela Ospina representaram o novíssimo projeto peruano de Segurança e Saúde no Trabalho (SST).

Além desses representantes, convidamos os consultores Barry Kistnasamy, Diretor do Instituto Nacional Sul-africano de Saúde no Trabalho, e Poonsap Tulaphan, Diretora do HomeNet Tailândia que tem trabalhado com a SST (Segurança e Saúde no Trabalho) e os trabalhadores domiciliares por muitos anos; ela fez uma apresentação sobre seu trabalho. Richard Dobson e Phumzile Xulu da ONG Asiye eTafuleni (AeT) também estiveram lá para compartilhar suas experiências de trabalho nos mercados de Junção Warwick de Durban, bem como com um grupo de recicladores de papelão no interior de Durban. Laura Alfers, Francie Lund, Sonia Dias (Especialista em Catadores de Recicláveis), Demetria Tsoutouras (Gerente de Comunicações) e Ruth Castel-Branco (Estudante de Mestrado, organizadora do trabalho, e tomadora de notas) formaram o contingente da WIEGO.

Quem está fazendo o quê, onde? Resumo das Atividades do País

 

Índia

KKPKP esteve envolvida com a SST (Segurança e Saúde no Trabalho) e o setor de catadores de recicláveis em Pune por muitos anos. Com uma mistura de campanha inteligente e uma determinação persistente, a KKPKP tem ganhado algumas concessões maiores da municipalidade de Pune. Agora essa municipalidade paga prêmios de seguro de saúde para os catadores de recicláveis da KKPKP, e concordou também em fornecer a esses trabalhadores equipamento de proteção. Com a ajuda da WIEGO, agora a KKPKP está realizando vários estudos sobre SST (Segurança e Saúde no Trabalho) e coleta de recicláveis, a exemplo de:

  • desenvolvimento de novas aplicações para material reciclável tais como: compostagem e biogás
  • estudo das formas em que os métodos de coleta de material reciclável porta a porta possam mudar as condições de saúde e segurança para os catadores de recicláveis
  • coleta de dados das doenças e ferimentos dos catadores de recicláveis.

Catadoras de Flores trabalhando com os bonés com lanternas que funcionam com energia solar antes do nascer do sol. Foto: SEWA.

Catadoras de Flores trabalhando com os bonés com lanternas que funcionam com energia solar antes do nascer do sol. Foto: SEWA.

Através da Cooperativa SEWA Lok Swathya (cooperativa de saúde), SEWA tem se envolvido com a SST (Segurança e Saúde no Trabalho) e trabalhadores informais por muitos anos. Eles conduziram estudos sobre saúde no trabalho em diversos setores da economia informal. Ao longo dos anos eles também desenvolveram diferentes protótipos com o Instituto Nacional de Design na Índia, tais como bonés com lanternas que funcionam através de energia solar para os trabalhadores que se levantam cedo para apanhar flores.

Através do projeto da WIEGO, SEWA está expandindo seu trabalho de Segurança e Saúde no Trabalho em mais setores da economia informal – bordadeiras, enroladores de “papad” (prato típico da culinária indiana), catadores de recicláveis e agricultores. Juntos com o Instituto de Tecnologia Maharashtra, o Instituto Estadual de Design em Pune, eles conduziram as necessidades de avaliação com todos esses grupos e agora estão mudando para protótipos desenvolvidos que irão proteger os trabalhadores e permitir que eles sejam mais produtivos. Para mais informações sobre este trabalho, veja o nosso boletim informativo de Segurança e Saúde no Trabalho anterior (edição de 2 de fevereiro de 2011). A equipe SEWA tem realizado oficinas de estudos educacionais de saúde preventiva para grupos de catadores de recicláveis e agricultores, bem como, atualizado seus materiais de saúde preventiva.

Brasil

A SST da WIEGO apóia o trabalho contínuo da Unidade de Saúde do Trabalhador de Vilma Santana (PISAT) no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia. Juntamente com a WIEGO, o Instituto tem conduzido pesquisa sobre Segurança e Saúde no Trabalho em três grupos ocupacionais informais, e tem realizado uma campanha exitosa juntamente com o município de Salvador na prevenção da perda auditiva dos vendedores ambulantes durante o famoso Carnaval de Salvador. Um dos objetivos do projeto sobre saúde e segurança no trabalho informal, é melhorar, nacional e internacionalmente as informações sobre acidentes e agravos da saúde desses trabalhadores.Vilma está elaborando um documento que detalha novas formas nas quais ela – e outros – tem coletado informações sobre doenças e acidentes entre os trabalhadores informais.

Gana

Vendedor ambulante no Carnaval de Salvador usando protetores auditivos para protegê-lo da música alta.

Vendedor ambulante no Carnaval de Salvador usando protetores auditivos para protegê-lo da música alta.
Foto: E.M. Barbosa.


A fase de pesquisa do projeto de Gana está completa. Ao longo do último ano o projeto se concentrou na ajuda as associações de trabalhadores informais engajado de forma mais efetiva com o governo local sobre a melhoria das condições de trabalho. Juntamente com o Instituto de Estudos Governamentais Locais (ILGS- Institute for Local Government Studies) em Accra, oficinas de “negociação política” foram organizadas. Estas oficinas foram projetadas para dar aos trabalhadores uma chance de praticar suas habilidades legais e de negociação com os funcionários do governo local e nacional em um ambiente controlado e seguro. Uma oficina de dois dias que permite que as organizações dos trabalhadores possam consolidar suas demandas vai ser realizada em julho antes que a reunião política ocorra de fato com as várias partes interessadas e planejada para a fase final do projeto.

Tanzânia

O projeto da Tanzânia tem trabalhado principalmente através da UIA-uniões afiliadas em Dar es Salaam, todos que organizam, ou estão tentando organizar, trabalhadores informais. A pesquisa participativa agora está completa, e a negociação política com as Várias Partes Interessadas está planejada para setembro de 2011.

Peru

stamos felizes em dizer que agora o Projeto do Peru está bem em curso! Estela Ospina tem trabalhado na pesquisa de mapeamento institucional. Anita Luján do Consórcio de Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECOSAD) em Lima conduzirá pesquisa sobre a saúde no trabalho e problemas de segurança de quatro grupos de trabalhadores informais:

  • trabalhadores de agro-processamento
  • catadores de recicláveis
  • ajudantes e trabalhadores de transporte manual
  • jornaleiros.

Carmen Roca, Coordenadora Regional da WIEGO na América Latina, fazia um papel de liderança e coordenação, mas está de licença maternidade e está feliz e orgulhosa de ser a mãe do Gabriel, irmão da Mariana. Ela está sendo substituída por Fiorella Ormeno da CIES, um consórcio de pesquisa do Peru. Nós ficaremos encantados em dar as boas vindas a Fiorella rapidamente na Reunião de Aprendizagem!

Setores Ocupacionais que estamos Trabalhando nos Cinco Países

 

Catadores de Recicláveis

Trabalhadoras domésticas

Vendedores ambulantes

Trabalhadores domiciliares

Agricultores/
pescadores

Ajudantes

India

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Brasil

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*

 

 

 

Ghana

 

 

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Perú

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Tanzania

 

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Mapeamento de Instituições de Segurança e Saúde no Trabalho (SST)

Entender a “arquitetura” das diferentes instituições que regulam, controlam e colocam os recursos dentro da SST é um primeiro passo importante em localizar com precisão barreiras para a extensão da SST para os trabalhadores informais. Isto também ajuda na procura pela identificação de setoresimportantes para a intervenção. Por este motivo, o primeiro estágio da pesquisa do projeto SST envolveu o “mapeamento” das instituições SST em cada país para identificar quem eles são e como eles estão relacionados uns com os outros e para a distribuição de recursos. Todos os cinco estudos de mapeamento se encontram na fase final. Na Reunião de Aprendizagem, Laura Alfers fez uma apresentação introdutória comparando as ações em SST entre os países envolvidos. Os documentos de pesquisa completos serão postados em breve no site da SST (OHS - Occupational Health and Safety), então fiquem atentos!

O que encontramos…

As características e peculiaridades de um país resultam muito do perfil de seus países colonizadores. As instituições da SST em ex-colônias britânicas como Índia, Gana, e Tanzânia são muito similares umas as outras. Peru e Brasil, entretanto, seguem um modelo Latino-Americano diferente. Ainda, conseguimos encontrar muitas semelhanças entre todos os países, bem como algumas diferenças importantes.

Semelhanças…as Más Notícias

Infelizmente, é nas semelhanças que encontramos a maioria das más notícias em cada país. A maioria das instituições da SST ainda está muito focada na proteção dos trabalhadores das atividades formais, mesmo que a grande maioria não trabalhe em tais lugares. Ainda existe muita fragmentação, com a SST situada em departamentos de trabalho, saúde, segurança social, e mineração. Isto pode levar a tensão e também pode prevenir o conjunto de recursos escassos em direção a um objetivo comum. Outra semelhança importante é que na maioria dos países, a SST não é vista como uma prioridade pelos governos e então os recursos são mal utilizados. A coleta de informações oficiais é pobre. Também, as políticas que dão efeito prático a legislação sobre a saúde do trabalhador ou não existem, ou se existem, pouco faz para dar à devida importância à legislação ou para estender os direitos aos trabalhadores informais.

Diferenças… e… as BOAS Notícias

Há oportunidades para mudar! Em alguns países, progressos reais têm sido feitos em direção a uma SST mais inclusiva. O país que se destaca de forma mais proeminente é o Brasil. Recentemente tem levantado recursos da SST fora do departamento de trabalho – onde o foco é primeiramente o trabalho formal – para o departamento de saúde, então agora existe uma chance maior de que os serviços atinjam os trabalhadores informais. De fato o Brasil vem fazendo grandes progressos com o treinamento de profissionais no cuidado primário a saúde na segurança e saúde no trabalho, e no desenvolvimento de 700 “unidades de sentinelas em saúde do trabalhador” que registraram informação sobre acidente e doença ocupacional considerando o status de emprego. A mudança da SSO integrada para saúde pública também traz alguns problemas importantes, entretanto, analisaremos esse problemas de forma mais profunda no próximo Boletim Informativo da SST.

A Índia, também teve recentemente boas notícias com a inclusão de um Comitê Diretivo da SST na Agenda de Comissão de Planejamento Nacional. Talvez isso seja um sinal que a saúde dos trabalhadores no seu local de trabalho vai receber uma atenção real pelo governo indiano pela primeira vez em muitos anos.

Desenvolvimentos em Design       


Alto: Galpão de Classificação Municipal em Pune – apesar da falta de consulta, esse é bem utilizado. Meio: Galpão de Classificação desenvolvido com consulta ao trabalhador – este não é bem utilizado. Fotos: KKPKP. Baixo: Designs de carrinhos de AsiyeeTafuleni sendo guiados no centro de Durban, África do Sul. Foto: D. Tsoutouras.

O design de equipamentos e ferramentas que permitem que trabalhadores informais trabalhem com mais segurança, de forma mais saudável e mais eficiente tem sido de muito interesse de muitos dos participantes da Reunião de Aprendizagem. Na segunda edição do Boletim Informativo da SST, conversamos com SEWA sobre o desenvolvimento de seus protótipos. KKPKP e AeT também se envolveram no design de equipamentos para os catadores de recicláveis, e ouvimos do Brasil que Eduardo Marinho Barbosa, sob a orientação de Vilma Santana, em breve desenvolverá ferramentas para grupos de trabalhadores domiciliares em Salvador.

Uma mensagem clara que surgiu da Reunião de Aprendizagem foi que o design de protótipos efetivos não é um processo simples. Um dos maiores problemas é que frequentemente trabalhadores não usam o equipamento produzido. Embora a consulta com grupos de trabalhadores possa combater isso a certo grau, nem sempre garante um resultado positivo. Quando a KKPKP começou a desenvolver galpões de classificação que forneceriam abrigo aos catadores de recicláveis, eles consultaram os trabalhadores de forma extensiva sobre o projeto. No final foram galpões de classificação municipais, desenvolvidos sem nenhuma consulta ao trabalhador, o que se verificou ser mais popular (veja as fotografias). A lição que a KKPKP tirou disso é que usar somente a consulta com os trabalhadores não é suficiente. Um processo participativo verdadeiro no design precisa que os trabalhadores se tornem co-pesquisadores e co-designers ativos, juntamente com os engenheiros, designers, e cientistas sociais.

Apesar desses tipos de dificuldades, a KKPKP fez progresso importante particularmente no design de carrinhos que reduzem a quantidade de estresse no corpo ao empurrar ou puxar cargas de material reciclável. AeT também esteve envolvida no design de carrinhos. Eles estão dirigindo um grande número de designs diferentes com um grupo de recicladores de papelão no interior de Durban. Os carrinhos permitiram que os catadores carregassem três vezes mais resíduos que antes dos mesmos serem introduzidos. Novos desafios no processo de design surgem constantemente – por exemplo, as rodas dos carrinhos não duram muito nas duras condições em que são usadas, então AeT agora está tentando desenvolver rodas mais duráveis. Eles também estão pensando sobre carrinhos mais leves que possam ser dobrados e carregados pelos catadores, muitos dos quais não possuem lugares fixos para guardar seus carrinhos à noite.

Lidar com esses tipos de desafios com êxito pode ser feito mais facilmente se houver colaboração com os centros de conhecimento científico e de engenharia. No seu protótipo, ambos KKPKP e SEWA utilizaram recursos de conhecimento na Índia tais como O Instituto Nacional de Design, e as escolas MIT e IIT de design. Após a Reunião de Aprendizagem, AeT e o Instituto Nacional Sul-africano de Saúde no Trabalho se encontraram para discutir questões como uma parceria em Durban que também envolva universidades e instituições técnicas.

Grupos de Referência do País: Por que, Onde e Como?

Na maioria dos países que trabalhamos, o projeto de SST da WIEGO estabeleceu Grupos de Referência do País. Eles são formados por partes interessadas de várias instituições locais e nacionais, bem como representantes de sindicatos dos trabalhadores formais e sindicatos e associações de trabalhadores informais. O papel deles é de fixar o projeto no país, ajudar a rede do projeto com grupos de interesse diferentes, e encorajar o comprometimento com a idéia de um ambiente de Saúde e Segurança no Trabalho mais inclusivo após o término do projeto. É realmente muito importante que aqueles que pertencem ao Grupo de Referência sejam comprometidos com o projeto e seus objetivos. Isto é crucial para garantir o bom funcionamento do projeto.

A discussão da Reunião de Aprendizagem sobre os Grupos de Referência revelou que há mais que um bom modelo para o design desses grupos. Em Gana, O Grupo de Referência foi estabelecido próximo àquilo que nós pensamos ser ideal. Bem no início do projeto, partes interessadas foram convidadas a serem partes do grupo e para aconselhar no seu direcionamento. Isso funcionou muito bem. Edith Clarke, chefe da SST nos Serviços de Saúde de Gana, preside o Grupo de Referência e se tornou muito comprometida ao projeto, e isso deu a ele uma validade entre os círculos de saúde nacionais.

O Brasil tentou estabelecer o Grupo de Referência de forma similar, mas achou difícil de conseguir comprometimento das partes interessadas. A equipe então decidiu que poderia ser melhor incluir indivíduos de departamentos de governo, importantes na pesquisa e escrever o documento de mapeamento para o Brasil. Dessa forma, maior interesse e entusiasmo foram gerados para o projeto em lugares importantes.

Na Índia ambos os parceiros, SEWA e KKPKP, são grandes organizações com longas histórias, e tem suas próprias redes e fóruns onde exercem influência. Concordamos que não foi apropriado que eles tenham um grupo de consultoria adicional. Eles têm usado o orçamento do Grupo de Referência ao invés de intercâmbios entre si.

Seguindo em Frente...

Nós passamos os últimos trinta minutos planejando o futuro.

  • Demetria Tsoutouras da WIEGO nos mostrou ferramentas de comunicações possíveis para disseminação do projeto.
  • Mirai e Barry da SEWA de NIOH na África do Sul deram uma apresentação sobre planejamento de política de influência.
  • Nós tivemos uma discussão prévia da próxima Reunião de Aprendizagem, que será realizada no final de fevereiro de 2012, será focada nos líderes de trabalhadores informais que tem sido parte do projeto.
  • Equipes do projeto colocaram suas idéias para mudanças nos seus planos, baseados no que ouviram e aprenderam na Reunião de Aprendizagem.

O que os Participantes disseram sobre a Reunião de Aprendizagem

"Nós vimos à importância e a relevância do trabalho informal e o que realmente significa focar nos trabalhadores informais."   

"Percebemos a importância das informações – de coletá-las, sistematizá-las, e compartilhá-las para construir a base de evidência. Pudemos aprender muito do Brasil e seus sistemas de informação."

"O que me chocou foi como que de país em país, a SST para trabalhadores ficou esquecida. Trabalhadores informais são invisíveis e a Segurança e Saúde no Trabalho é invisível dentre os sistemas de saúde! Parte da razão desta invisibilidade é a arquitetura institucional fragmentada. Então nossa ação política sobre Segurança e Saúde no Trabalho tem que verificar isso."

"Gana e Tailândia nos mostraram como usar técnicas de pesquisa inovadoras tais como mapeamento corporal, cartões de risco, e lista de verificação sobre a saúde."

"De Gana nós aprendemos como a pesquisa pode ser usada para ajudar os grupos de trabalho, e como a SST pode ser usada como uma ferramenta organizada para os trabalhadores."

O que há de mais é Novo?

Uma grande felicitação a Vicky Kanyoka, a coordenadora do projeto Tanzânia da SST, que tem se envolvido muito na defesa Convenção de Trabalhadoras Domésticas da OIT (Organização Internacional do Trabalho). A Convenção sobre o Trabalho Decente para as Trabalhadoras Domésticas e suas Recomendações de acompanhamento foram aprovadas em 16 de junho na 100ª Conferência do Trabalho em Geneva. Vicky usou a pesquisa sobre as condições de trabalho das trabalhadoras domésticas na Tanzânia, geradas pelo projeto da SST, durante a campanha.

Masuma Mamdani, que fez o mapeamento institucional da Saúde e Segurança no Trabalho na Tanzânia, representou recentemente a WIEGO em uma Oficina de Estudos Comunitários da Comissão Européia sobre “Desenvolvimento de Capacidade em Proteção Social na África,” em Nairobi, Quênia, em Março de 2011. A AUC (African Union Comission-Comissão Sindical Africana) tem especificado o seu comprometimento para expandir a cobertura de proteção social aos trabalhadores informais.


1 União Internacional dos Alimentos, Agricultura, Hotelaria, Restaurante, Fornecimento de Alimentos, Tabaco e Associações de Trabalhadores Aliados

A WIEGO: Mulheres no Trabalho Informal: Globalizando e Organizando é uma rede global de investigação e criação de políticas que buscam melhorar as condições do trabalhador pobre, especialmente das mulheres, na economia informal. A WIEGO persegue seus objetivos através da construção e/ou fortalecimento do trabalho em rede das organizações de trabalhadores informais; realizando análises de políticas de ação, pesquisas , estatísticas e análise de dados sobre a economia informal, fornecendo assessoria política e viabilizando diálogos sobre políticas que afetam a economia informal e através da documentação e disseminação de boas práticas que favoreçam o trabalhador da economia informal. Para mais informações, vejae www.wiego.org.